
PGV E AUMENTO DE IMPOSTOS
Considerada por muitos, uma das melhores cidades do País quando falamos em qualidade de vida, Araraquara vive um momento diferente, basta você falar pessoalmente com qualquer pessoa a sua volta, seja onde você estiver, no trabalho, no comércio, na igreja, que não se fala em outro assunto, ou seja, você tem os mais variados relatos sobre o recadastramento do IPTU e seus respectivos aumentos de valores, cobrados por meio de boletos que poucas empresas na área de cobranças fariam de maneira tão rápida e eficiente como a máquina pública municipal o fez, polêmica do puxadinho, dos drones, entre outros que circulam pelas redes sociais, não quero e nem posso contestar as leis aprovadas pelo legislativo local e que sustentam o processo, mas posso contestar e me indignar com o momento e a postura do executivo/legislativo, pois todos sabem os problemas que as famílias estão passando por conta de uma profunda crise nacional, de que não era a hora, pessoalmente as pessoas relatam situações que não chegam as redes sociais, situações muito tristes como: meu Natal acabou, a bicicleta do meu filho não vem mais, vou deixar de comprar tais remédios, ainda não vai ser desta vez que vou limpar meu nome, paguei todas as parcelas do meu imposto em dia este ano e no final levei uma facada, meu carro vai continuar debaixo do puxadinho porque o dinheiro não vai dar pra consertar porque vou pagar pelo puxadinho.
Nas suas respectivas esferas, as leis (projetos) são encaminhadas, votadas e sancionadas, mas podem no percurso político do processo ter discussões mais amplas, existem meios, emendas, entre outros artifícios que podem mudar a forma de cobrança, de datas, com possíveis prazos para regulamentações antes da ação, as explicações que o executivo/legislativo estão dando agora de nada adianta, principalmente do ponto de vista moral, o contribuinte já foi prejudicado, como falavam nossos avós, não adianta chorar o leite derramado, mas cada contribuinte, cada qual com o seu problema específico, irá chorar por muito tempo, porque só ele sabe o que sua família terá que passar até que seu caso seja resolvido, com certeza com muito suor, mas também com a certeza de que algum dia, haverá na nossa administração municipal pessoas pelo menos mais humanas, mais solidárias, que antes de tomar qualquer atitude venham a pensar primeiro nas crianças, nos doentes, nos idosos, nos mais pobres, nas famílias e no verdadeiro significado do Natal. (texto publicado via Facebook no dia 13 de Dezembro de 2018).
Pedro Vono – Educador Social