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SAÚDE E ENVELHECIMENTO                 SAUDÁVEL

2020 um ano que não começou, e pensando nisso se torna mais do que necessária uma grande reflexão por conta da pandemia e uma nova era ao regresso da normalidade, pós uma vacina talvez, mas também pensando em políticas públicas de saúde e visualizando o quadro atual que penalizou principalmente os idosos e pessoas com comorbidades. Portanto, chegou o momento de pensar, discutir e se informar sobre um novo contexto voltado principalmente para o envelhecimento, trazendo a gerontologia e novos estudos com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do ser humano. Para isso, pesquisas nos mostram que um envelhecimento saudável está relacionado ao estimular, valorizar e principalmente orientar as pessoas para adoção de hábitos e comportamentos que visam uma vida melhor.

Bibliografias da área relacionam o envelhecimento saudável a diferentes dimensões de saúde: biológica (adoção de hábitos e comportamentos saudáveis como auto responsabilidade), psicológica (sentimentos de otimismo e felicidade), espiritual (fé e religiosidade) e social (reciprocidade no apoio social e capacidade de viver com autonomia e independência). A Organização Mundial de Saúde define este tema como um processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bem estar na idade avançada, nos mostra a importância do ser humano procurar por uma vida melhor, na educação, na saúde, no trabalho, no lazer entre outros segmentos que o balizam para na idade avançada, chegar à melhores condições de vida.

       Há um novo caminho a ser seguido, o vejo como um grande projeto de inclusão também,  a integração do poder público e a sociedade no sentido de incentivar e valorizar ações conjuntas na área da saúde, desenvolvimentos de atividades com outras áreas (cultura, esporte, social, lazer, entre outras) cujos objetivos venham de encontro principalmente na prevenção e uma saúde estável.

       Diversas cidades do País já adotaram projetos com métodos que valorizam atividades físicas, rodas de discussões, oficinas culturais e laborais que buscam melhorar os hábitos e comportamentos da população, e já comprovaram que este tipo de investimento economiza e muito, isso quando falamos de recursos gastos na área da saúde. Sem dúvidas é melhor prevenir em todos os sentidos do que pagar mais caro pelo sofrimento.

Temos que participar desta discussão.

 

Pedro Vono – Educador Social

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